Por mais complexas que sejam as relações entre parentes dentro de uma empresa familiar, algumas ações são fundamentais para fazê-la durar. Já falei aqui sobre as questões de visão e planejamento. A seguir, aponto outras questões que considero deveras importante, principalmente para os fundadores como condutores maiores das suas empresas.
1) Pessoas gostam de pessoas: quem deve ser o sucessor em uma empresa familiar? O escolhido pode ser demandado de diversas competências, mas a imprescindível é gostar de pessoas. Ora, se a ele será entregue a responsabilidade de liderar a empresa, gostar de pessoas é a qualidade número 1 que este deve ter.
2) Dê responsabilidades e cobre resultados: os sucessores precisam ser treinados, capacitados e ter liberdade para agir, sempre com a mentoração dos fundadores, que aos poucos podem ir aumentando as responsabilidades.
3) Prosperidade dentro de princípios éticos: se o que leva uma empresa à prosperidade é o resultado, cabe ao fundador criar os valores e princípios norteadores desse resultado, definindo os alicerces para a construção de uma empresa sadia a longo prazo.
4) Tudo tem seu tempo: um dos maiores problemas apontados nas empresas familiares é levar problemas do trabalho para casa. Sabendo bem dosar as questões, ninguém precisa ser uma máquina que se desliga dos problemas quando fora do escritório. Mas limites são bem vindos, sabendo dividir o tempo para cada questão.
5) Comunicação é o segredo do sucesso! O diálogo é salutar em qualquer relação humana, e ganha uma importância ainda maior nas empresas familiares. Criar abertura para feedbacks, com elogios ou sugestões de melhorias, traz amálgama na construção de um bom ambiente, tanto em casa quanto no trabalho.
Esta lista pode até ter outros pontos, mas é certo que uma boa sucessão em empresa familiar passa necessariamente pelos itens acima.
Semio Timeni (MBA, MSc) é advogado e consultor empresarial