Como se tornar uma família empreendedora


Muita gente está afeita ao termo empresa familiar como a empresa que tem a gestão compartilhada entre os membros de uma família. Mas isso não quer dizer o mesmo que família empreendedora. E explico aqui porque.

A asserção da palavra empreendedor está ligada a negócios, mas a concepção contemporânea do termo tem muito mais ligação com a forma de se apresentar ao mundo, de se encarar a vida. Ser empreendedor é ter visão de futuro, é planejar com a flexibilidade do bambu, que se verga com as intempéries, mas não quebra.

É ser autoconfiante sem ser arrogante, é correr riscos sem ser afoito, é querer crescer muito e de forma constante. Como ensina o professor Fernando Dolabela: podemos identificar o empreendedor pela sua forma de ser, não pela atividade que exerce.

Por tudo isso é certo afirmar que um empresário pode ser um empreendedor, mas nem todo empreendedor é empresário.
Nessa direção, uma empresa familiar não torna automaticamente a família detentora de seu capital social uma família empreendedora.

Para se tornar uma família empreendedora muito mais é exigido dos seus membros, a começar pelo fundador, que precisa transmitir seus valores como forma de criar um pensamento coletivo e que conquiste descendentes e colaterais.

Também é imprescindível criar uma visão comum através da construção de metas: como querer que um herdeiro continue seu legado sem conquista-lo através dos valores e visão coletiva? Impossível! E aos herdeiros tem que se dada a oportunidade de influir nas metas empreendedoras, tornando-se não apenas um descendente, mas um verdadeiro sucessor, envolvido no desenvolvimento da empresa e da família de forma transgeracional.

Portanto, se a necessidade ou a oportunidade ajudaram muitos fundadores a prosperarem suas empresas, competências empreendedoras são necessárias para prosperar seu legado através da sua família.

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