Barômetro do Empreendedorismo


CTOURO

Uma interessante pesquisa feita por uma das empresas líderes mundiais em consultoria de negócios, a Ernst & Young, explana as diferenças dos países que compõe o G20 – formado pelas maiores economias do mundo – quanto a um dos principais motores de desenvolvimento de uma economia saudável: o empreendedorismo.

Esta pesquisa (acesso pelo site www.ey.com/g20ey) deposita o sucesso na construção do ecossistema empreendedor na soma do trabalho de três partícipes: governos, empreendedores e corporações. Chamado “Barômetro do Empreendedorismo”, o nome é uma analogia com o instrumento inventado pelo italiano Torricelli que mede a pressão do ar através do mercúrio dentro de uma coluna de vidro e assim ajuda a prever as condições climáticas. O “mercúrio” dessa pesquisa foram cinco dimensões que auxiliam no entendimento do que fez e faz as nações mais desenvolvidas para alcançar o sucesso, ao mesmo tempo que servem de benchmark na mútua inspiração entre os países.

E quais são essas dimensões?

1) Acesso a financiamentos: aqui se encontra, segundo levantamento da pesquisa, a área que pode gerar mais impacto no ambiente empreendedor se for incrementada. E os governos podem ser decisivos para isto, com as políticas corretas de apoio, como acesso facilitado no momento certo do ciclo de vida das empresas, incentivo a abertura de capitais nas bolsas de valores e educação financeira.

 

2) Cultura empreendedora: apontada como uma importante parte do ambiente para a geração de empreendedores, a cultura impacta na forma como cada nação encoraja seus cidadãos a terem negócios. E como fazer isto? Removendo o estigma do fracasso em falir, por exemplo. Ações práticas como não penalizar quem assume os riscos inerentes ao ato de empreender tem ajudado a criar ambientes onde as pessoas que falharam antes mostraram que podem construir negócios de grande sucesso. Isto impacta diretamente no número de jovens que ousam arriscar, pois inspiram-se nos sucessos dos que lhes predecesseram.

 

3) Impostos e regulamentações: também importante na construção de um meio ambiente empreendedor. Está provado: países com impostos que favorecem o empreendedorismo, que simplificam a burocracia para abrir empresas e que provê suporte para os empreendedores veem crescer o número de empresas. Aqui o nosso país ainda pode melhorar muito: somos o número 17 entre os 20 pesquisados.

 

4) Educação e treinamento: trazer a educação empreendedora para a vida escolar e ajudar os jovens que querem seguir a carreira empreendedora são ações governamentais que ajudam no desenvolvimento do empreendedorismo. Por outro lado, voltar à sala de aula e continuar a voltar lá por toda a vida são ações que todo empreendedor deve fazer e não depende de ninguém para isto, e que tem impacto direto no sucesso dos negócios.

 

5) Suporte coordenado: neste ponto a questão é articular os vários setores envolvidos no universo empreendedor, liderar as políticas para a criação de novos negócios, incentivar o empreendedorismo, etc. E, segundo a pesquisa, aqui o Brasil é líder, número 3 no mundo! Apesar de não identificar o caso específico do nosso país, na minha opinião isto se dá pela presença do Sebrae.

 

Você concorda que para se formar uma nação de ponta, só existe uma maneira: criarmos um país abastecido de gente empreendedora? Se sim, que tal espalhar essa ideia? Pense nisso. Bom trabalho. Sucesso.

 

Semio Timeni Segundo é Mestre em Administração, Consultor Empresarial e Coach

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